ATIVIDADE: Empresária de Porto Velho Luciana Colares questiona valores cobrados nos pedágios na BR-364
A empresária Luciana Colares manifestou-se de forma veemente contra os valores de pedágio recentemente implementados na BR-364, classificando-os como uma verdadeira “vergonha” e um “ato de roubo institucionalizado”, uma vez que, segundo ela, esses valores oneram de maneira desproporcional os usuários da rodovia, sobretudo os caminhoneiros e transportadores de cargas,e impactam diretamente o custo de vida da população.
Desde 12 de janeiro de 2026, a cobrança de pedágio eletrônico no trecho concedido da BR-364 entre Porto Velho e Vilhena passou a vigorar por meio de um sistema de livre passagem (free flow), administrado pela concessionária Nova 364. As tarifas variam consideravelmente ao longo dos sete pórticos instalados, com preços para carros de passeio oscilando de R$ 5,40 a R$ 37,00, dependendo do trecho percorrido, após reajuste de 9,55% autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Para Luciana, esses valores são ilegitimamente altos, sobretudo quando confrontados com as condições objetivas da rodovia e os serviços efetivamente percebidos pelos usuários. Ela argumenta que a cobrança compulsória de tarifas elevadas, sem uma melhora substancial da infraestrutura e sem oferta de serviços complementares correspondentes, representa um ônus injusto para quem depende da BR-364 tanto para atividades profissionais quanto para deslocamentos cotidianos.
A empresária ressalta que os custos do pedágio acabam sendo replicados ao longo da cadeia de consumo, refletindo-se nos preços de produtos essenciais como hortifrutigranjeiros, vestuário e medicamentos. Esse repasse, segundo ela, eleva o custo de transporte e logística e tem impacto direto no consumidor final, que já enfrenta desafios econômicos crescentes. Relatórios setoriais sugerem que, apenas no transporte de soja, por exemplo, os pedágios da BR-364 podem elevar custos em até R$ 4,00 por saca, significando um acréscimo relevante no preço final da mercadoria.
No nosso comercio, não repassamos , esse preços do pedágio aos nossos produtos, preservamos nossos clientes, mas tem outros comerciantes que já repassaram o preço dos pedágios, cobrando em seus produtos. Disse Luciana Colares.
Além disso, a empresária denuncia que os serviços prestados pela concessionária são precários e insuficientes diante do valor cobrado, com muitos usuários relatando que a rodovia ainda apresenta trechos que necessitam de manutenção, sinalização adequada e segurança reforçada. Ela conclama autoridades e órgãos reguladores a reavaliarem urgentemente a política tarifária e o nível dos serviços oferecidos, sob pena de prejudicar ainda mais a competitividade da produção regional e o bem-estar dos cidadãos que dependem diariamente da BR-364.
FONTE: FOLHA RONDONIENSE

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