TURBULÊNCIA: Brasil tem um dos Congressos mais caros do mundo e lidera ranking de gastos em relação ao PIB
Orçamento do Congresso em 2026 chega a R$ 18 bilhões, sem contar emendas parlamentares, e custo anual por parlamentar pode alcançar R$ 2,7 milhões
O Brasil está entre os países que mais gastam com o Congresso Nacional. Os parlamentares estão em recesso e vão retomar as atividades de 2026 a partir de 2 de fevereiro, com um orçamento de cerca de R$ 18 bilhões para o ano, sem considerar as emendas parlamentares.
O Brasil está entre os países que mais gastam com o Congresso Nacional. Os parlamentares estão em recesso e vão retomar as atividades de 2026 a partir de 2 de fevereiro, com um orçamento de cerca de R$ 18 bilhões para o ano, sem considerar as emendas parlamentares.
Há ainda a verba de gabinete, destinada ao pagamento de assessores. Cada parlamentar pode gastar, em média, R$ 126 mil por mês, o que permite a contratação de até 25 secretários parlamentares. Outro ponto em que o Brasil lidera é o número de servidores no Legislativo: são cerca de 14 mil funcionários ao todo.
Segundo o diretor executivo da Instituição Fiscal Independente, Marcus Pestana, o modelo político adotado no país ajuda a explicar os custos elevados.
“O sistema político que optamos por construir, com voto proporcional, nominal e sem territorialização, é um sistema eleitoral, político e partidário caro. A despesa do Congresso Nacional é muito concentrada em pessoal, porque a atividade parlamentar exige assessoria, suporte jurídico e logística”, destaca.
Quando todas essas despesas são colocadas na ponta do lápis, o custo anual de um único parlamentar pode chegar a R$ 2,7 milhões. O valor não inclui despesas indiretas, como segurança, manutenção do Congresso Nacional e contratos de serviços terceirizados. Além disso, o Congresso controla uma parte expressiva do orçamento federal por meio das emendas parlamentares. Para 2026, o montante aprovado é de R$ 61 bilhões.
Especialistas alertam que um nível de gasto tão elevado exige fiscalização constante, especialmente em um cenário de pressão sobre as contas públicas e de debate sobre o equilíbrio fiscal.
Murilo Viana reforça que o olhar crítico não deve se limitar apenas ao Poder Executivo.
“Normalmente, olhamos para as despesas executivas, para o funcionamento dos ministérios e das políticas públicas. Mas, sem dúvida alguma, o Parlamento, assim como outros poderes autônomos, como o Judiciário, também deveria ser foco de economias significativas, para contribuir com um horizonte de estabilidade fiscal”, conclui.
FONTE: SBT NEWS

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