CAPITAL CIDADE: Troca de empresa não encerra crise do lixo e gera novos questionamentos em Porto Velho
Enquanto a mudança não se concretiza, a Eco PVH ainda deve permanecer por algumas semanas na execução do serviço
A questão do lixo em Porto Velho está longe de chegar ao fim. Mesmo com o encerramento do contrato emergencial com a Eco PVH, o problema continua gerando debates e incertezas, principalmente diante da necessidade de convocação de uma nova empresa para assumir o serviço. Ao que tudo indica, a Prefeitura pretende chamar a terceira colocada na licitação emergencial realizada anteriormente, o que já levanta novos questionamentos.
Enquanto a mudança não se concretiza, a Eco PVH ainda deve permanecer por algumas semanas na execução do serviço. Paralelamente, trabalhadores que atuavam na empresa têm realizado protestos, alegando salários atrasados e direitos trabalhistas não pagos, o que amplia ainda mais o cenário de instabilidade em torno da coleta de resíduos na Capital.
A empresa cotada para assumir o serviço é a Sistemma Assessoria e Construções Ltda., com sede em Goiás e atuação em cidades como Londrina e Belo Horizonte. No entanto, o histórico da empresa também tem sido alvo de críticas. Em outros municípios, há registros de multas e reclamações relacionadas à qualidade dos serviços prestados, o que aumenta a preocupação sobre a capacidade de solucionar o problema que se arrasta há meses em Porto Velho.
A documentação da Sistemma já foi entregue à Prefeitura e está em fase de análise para assinatura de contrato. Na Câmara Municipal, porém, o clima é de cautela. Vários vereadores têm se manifestado contra a contratação e cobrado explicações sobre a capacidade técnica da empresa. Em discursos e requerimentos encaminhados ao Executivo, parlamentares questionam se a nova contratada terá estrutura e experiência suficientes para normalizar a coleta e evitar que a situação piore ainda mais.
Outro ponto que segue gerando dúvidas é a decisão de não convocar a Marquise, empresa que anteriormente realizava o serviço, ao menos até que uma licitação definitiva seja concluída. Desde a saída da Marquise, a qualidade da coleta caiu de forma significativa, e o problema já se aproxima do sexto mês sem solução efetiva.
Diante de mais uma troca no comando do serviço, a pergunta que fica para a população é direta: a nova mudança vai resolver o problema ou apenas prolongar uma crise que já afeta o dia a dia de milhares de moradores?
FONTE: JH NOTICIAS

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